Um pensamento me ocorreu enquanto eu estava tomando banho hoje. Fiquei refletindo na maneira como faço isso: como começo, como desenvolvo e como termino.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
O BANHO
terça-feira, 7 de abril de 2009
EU TE AMO NÃO DIZ TUDO!
segunda-feira, 30 de março de 2009
A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
I
II
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
TODO AMOR QUE HOUVER NESTA VIDA
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum venenoanti-monotonia...
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
A ROTINA
A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock
O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza
Descubra a sua
Nova linha Natura Todo Dia.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
É POSSÍVEL SER GAY E SER CRISTÃO?

A religião não pode em nenhuma hipótese servir como parâmetro para condenação dos homossexuais nos espaço civil. A sociedade deve aprovar o casamento gay, a adoção de filhos por casais homossexuais, independente do que a religião diz, pois a mesma não pode influenciar nas decisões políticas e civis de um Estado laico. Os homossexuais constituem grande parte da sociedade Brasileira, são cidadãos que votam, pagam impostos e deveriam ter os seus direitos civis assegurados. O poder legislativo deveria tomar como base para suas decisões o que a ciência diz, pois nela está o pensamento comprovado, legitimado, aprovado, experimentado. Cientistas dos mais diversos campos são unânimes em afirmar que a homossexualidade é natural ao homem, que é normal e deve ser aceita.
No campo religioso algumas igrejas Protestantes e Evangélicas já voltaram os seus olhares para o fato de que os homossexuais devem ser aceitos. Temos como exemplos as igrejas americanas: Presbiteriana, Anglicana, Episcopal, Batistas do Sul, ICM; No Brasil verificamos as igrejas: Contemporânea (com sede no RJ), Comunidade Cristã Nova Esperança - CCNE (com sede em SP, Natal, São Luís, Fortaleza), Igreja para todos, entre outras. São os defensores da denominada Teologia Inclusiva. Corrente está que deveria ser estudada por todo cristão nato, genuíno, comprometido com o Reino de Deus e a ética cristã.
A teologia inclusiva faz um estudo através do contexto histórico crítico, aprofundado e minucioso, dos textos Bíblicos utilizados para condenar os homossexuais, e, consegue provar de formar ímpar que Deus aceita os homossexuais e que a Bíblia não os condena. Em língua portuguesa ainda são poucos os livros de Teologia Inclusiva, entre eles podemos citar dois “bestsellers”: homossexuais e ética cristã, do padre Bernardino Leers e José Antonio Trasferetti, ambos doutores em teologia, e, o que a Bíblia realmente diz dobre a homossexualidade de Daniel A. Helminiak.
De acordo com a Teologia da Inclusão, nenhum versículo Bíblico deve ser lido sem o seu contexto crítico histórico. A regra de ouro da Hermenêutica é que qualquer passagem bíblica deve ser vista e mantida dentro de seu próprio contexto. Tomemos como exemplo uma notória forma de como tirar passagens bíblicas de seu contexto: Mateus 27:5 “... retirou-se e foi se enforcar”, Lucas 10:37 nos fala que Jesus disse: “...Vai, e faze da mesma maneira”, lendo ao pé da letra poderíamos dizer que as passagens Bíblicas estariam incentivando o suicídio. Levítico 25:44 declara que se pode possuir escravos ou escravas desde que tenham sido comprados em um dos países vizinhos, lendo de forma fundamentalista poderíamos dizer que a Bíblia aprova a escravidão. Em Corintios o apostolo Paulo relata que mulheres devem ficar caladas na igreja, literalmente poderia está afirmando que as Mulheres não podem falar nas igrejas, e, existem também as passagens Bíblicas que utilizam para condenar os homossexuais! O fato é, será que é isto mesmo que a Bíblia realmente quis dizer? Os teólogos inclusivos afirmam que não, toda via, para explicar com clareza é preciso se fundamentar nos aprofundados e longos estudos da Teologia Inclusiva, incentivo você a fazer isto, para tal leia os livros: Homossexuais e ética Cristã; O que a Bíblia realmente diz sobre a Homossexualidade. Estudos básicos também podem ser encontrados em www.ccne.org.br e www.igrejacontemporanea.com.br
É demasiadamente trágico que uma Igreja Cristã e a própria sociedade exclua os homossexuais, não há base científica para tal. É necessário que as religiões cristãs dialoguem sobre o tema, que ouçam a voz dos excluídos e de seus defensores: “É preciso que troquemos o preconceito pela aceitação, pelo acolhimento de todos independente de raça, cor, sexo, idade ou orientação sexual”, está é a bandeira dos teólogos da Teologia Inclusiva. Além do mais precisamos seguir o exemplo de Cristo, Ele ama a cada um, e, de modo algum faz acepção de pessoas ou lança fora aqueles que o confessam como Senhor de suas vidas.
Nasce uma esperança, uma luz no fim do túnel, para todos que são homossexuais e desejam ser cristãos! Nas Igrejas Inclusivas é possível servir a Cristo, independente de ser homossexual.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
"Os pais têm que viver com a possibilidade de ter um filho gay"

Edith Modesto é educadora, mestra e doutora em Semiótica Francesa pela USP - Universidade de São Paulo. Possui vários livros publicados com foco na temática jovem, mundo digital e outros. Porém, o seu trabalho ganhou destaque quando ela fundou o Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), em 1996, com o intuito de auxiliar os pais no processo de aceitação da homossexualidade de seus filhos. Em seguida, Edith criou também o Projeto Purpurina, cuja idéia nasceu a partir do GPH, pois "muitos jovens ligavam para saber do GPH e de que maneira eles poderiam falar com os pais". Este 2008, o Purpurina completou um ano. Do acúmulo do seu trabalho com o GPH e também de uma necessidade pessoal, Edith Modesto escreveu o seu primeiro livro com temática LGBT, 'Vidas em arco em íris - depoimentos sobre a vida homossexual'. Agora, ela retoma o tema em seu novo livro, "Mãe sempre sabe? Mitos e verdades", que tem lançamento marcado para o dia 18 de outubro, às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Paulista. Sobre os livros, Edith diz que no primeiro fez um trabalho para ela "e para outra mãe. Agora a história é outra, já tenho dez anos de experiência com os pais e com os filhos. Quero ajudar com a minha experiência".
- Ambos os livros são frutos do GPH e do Projeto Purpurina?
São. Com a diferença de que o primeiro fiz um trabalho para mim e para a outra pessoa, tinha a idéia de conversar entre iguais, de que podíamos nos ajudar. No primeiro livro, eu queria saber como eram os homossexuais, porque eu nunca tinha pensado no assunto. Comecei a falar com eles pela internet, era uma coisa de busca, de ajuda. Este, segundo, já é outra coisa, tenho dez anos de vivência com pais de homossexuais, estou mais tranqüila. Agora posso ajudar com a minha experiência.
- De que maneira você acredita que os seus livros podem ajudar nessa relação entre pais e filhos homossexuais?
Pode ajudar muito, porque as mães tem um processo de aceitação, tem fases. Eu conheço cada etapa e isso está no livro.
- Do que trata o seu livro novo?
Nele trabalho cada etapa que a mãe passará para aceitar o seu filho: os medos, as dúvidas, todo esse processo. Também falo sobre os jovens, eles querem saber como conversar com a mãe. No livro há depoimentos de cada fase. Abordo a questão sobre os pais homens: como é o processo para eles? Percebi a dificuldade das meninas, pois é cultural a menina crescer e ter filhos. Muitas dessas meninas percebem que não estão felizes em seus casamentos e, quando mais velhas, podem se apaixonar por outras mulheres. Há o caso de mulheres lésbicas que não sabem que o são. Também abordo a questão da religião e sobre a dificuldade de como lidar com isso. Falo sobre as seguintes religiões: budismo, evangélicas, espíritas e outras. O livro varre as questões problemáticas e correntes aos homossexuais.
- Você está há dez anos envolvida com trabalhos entre jovens gays e as suas relações com os pais. Você diria que tal convivência melhorou?
Está bem melhor. Não só com a família, a vida do jovem está melhor. Hoje ele tem a internet, onde pode se relacionar com iguais; tem locais de convivência que não são marginalizados como antes. Mas, não melhorou tanto quanto parece. Se você pergunta na rua: 'você tem preconceito com homossexuais?', dirão que não. Agora, se for na casa da pessoa... Há um longo caminho ainda. Ainda há pais que expulsam os seus filhos de casa, que os torturam emocionalmente. Hoje se fala mais do assunto, as pessoas acolhem mais, a mídia fala mais. Pra você ter uma idéia, o MUBE (Museu Brasileiro de Escultura) me convidou para lançar o livro e não apenas isso, irão divulgar o lançamento em seu próprio mailing, isso é bom porque irá atrair pessoas de fora, não apenas amigos e pessoas envolvidas com a questão.
- Quem te procura mais: pais ou jovens gays?
Acho que é equivalente. Quando os jovens souberam do GPH, eles queriam saber como falar com os pais. Pra você ter uma idéia, no último encontro do GPH vieram três novos casais e, no último encontro do Purpurina, vieram seis novos jovens, ou seja, igual. O interesse é equilibrado.
- Há quem sofra mais nessa relação: pai x filho gay?
Olha, depende. Não dá pra afirmar. Tudo vai depender da família. Tudo o que eu sei é que há uma injustiça com os filhos. A mãe educa o filho, e quando descobre o filho gay, ela fica sem saber o que fazer, de uma certa maneira ela estranha o filho, isso é uma fase e eu também falo sobre ela no livro. O que falta em nossa sociedade é: os pais precisam aprender a viver com a possibilidade de ter um filho gay.
- O título do seu novo livro é: "Mãe sempre sabe?". Pergunto, mãe sempre sabe?
Depende da família, da formação daquela mulher, como foi infância, tudo depende de um conjunto de coisas. Não é pontual, é complexo. Por isso escrevi esse livro, a resposta está lá.
- Há muitas crianças que desde cedo mostram sinais de uma possível homossexualidade, como meninos vestirem roupas de menina, meninas brincarem com carrinho. Pode ser que na adolescência essa criança assuma sua homossexualidade. Como uma mãe deve ser preparar para tal processo?
Quando é criança pode brincar de qualquer coisa, são experiências. Claro que eles mostram diferenças culturais frente as outras crianças. Mas, tem que se respeitar a criança, mais tarde ela pode ser gay, ou ter uma identidade de gênero diferente. Quando criança ela monta a sua identidade. É bom que a mãe ajude e deixe essa criança brincar, deixe o menino vestir roupa de menina, passar maquiagem. Isso faz parte da pedagogia moderna. A criança tem o direito.
Extraído do site d'A CAPA: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=5953&target=_blank&titulo=%22Os+pais+t%EAm+que+viver+com+a+possibilidade+de+ter+um+filho+gay%22%2C+diz+Edith+Modesto
