sexta-feira, 26 de setembro de 2008

WATCHMEN

Watchmen é tida por muitos críticos e fãs como a história definitiva de super-heróis, a obra de Alan Moore e Dave Gibbons, ao jogar o pessoal mascarado num realismo até então inédito para a época em que foi lançada (1986 a 1987 nos EUA), tornou-se um clássico instantâneo das HQs, uma verdadeira obra de referência para o gênero.
A história se passa em 1985 e começa com o assassinato de Edward Blake, a identidade civil do justiceiro conhecido como Comediante. O desequilibrado Rorschach, o único que se recusou a se aposentar quando, em 1977, foi aprovada uma lei que tornaria o vigilantismo ilegal (e, portanto o torna um fora-da-lei caçado pela polícia), decide investigar a morte de Blake e as evidências apontam para um possível matador de mascarados. No entanto, à medida que a trama avança, ele irá descobrir que a coisa é bem maior do que imaginava.
A série não envelheceu nada. Continua forte e intrigante. Os personagens são muito bem construídos e, mesmo com um elenco grande de figuras principais, além de diversos coadjuvantes, consegue desenvolver todos eles, tornando-os tridimensionais. Além disso, há um forte lado psicológico bem trabalhado e a narrativa não despenca nem por um minuto, algo que numa maxissérie em 12 capítulos seria até natural.
E para quem gosta de História, mesmo com as mudanças perpetradas pela presença do Dr. Manhattan, o período da Guerra Fria é muito bem retratado. Alguns personagens secundários manifestam suas opiniões sobre o assunto de maneiras muito similares a coisas que eu ouvi na vida real. Sim, eu me lembro bem desse período e atesto que ele foi muito bem captado por Moore.
Além disso, a trama é toda entrecortada por flashbacks dos tempos áureos do povo fantasiado, que ajudam a elucidar questões importantes da história e ainda estabelece a dinâmica entre os personagens.
Como complemento, Moore escreveu apêndices ao final de cada edição, como se fossem artigos de jornal, livros e etc, escritos pelos próprios personagens. Esses extras servem para dar ainda mais densidade e veracidade para a história.
A arte de Dave Gibbons é outro ponto alto. Extremamente detalhista e com um cuidado extra nas expressões faciais dos personagens. A narrativa é cinematográfica e dá mesmo para visualizar tudo em movimento, como num filme. Destaque para as capas originais, que servem como o primeiro quadrinho de cada capítulo.
Watchmen foi publicada no Brasil pela primeira vez pela editora Abril, em 1989, em 6 edições. A mesma editora republicou a obra em 1999 em seu formato original de 12 números (a versão analisada nesta resenha). E, desde o ano passado, a Via Lettera está republicando a série mais uma vez, agora em quatro volumes (os quais você pode comprar aqui).
Um dos grandes trabalhos dos quadrinhos de todos os tempos, Alan Moore em seu auge criativo, e uma tremenda homenagem às HQs de super-heróis. Não é pouco. Watchmen é digna daquele clássico clichê de resenhas: uma obra obrigatória. Então, se você ainda não leu, aproveite a republicação e tire o tempo perdido. Você não vai se arrepender.








Agora essa obra esplendorosa vai virar filme.

Aguardem, pois em breve farei novíssimas postagens sobre o mesmo.




Para saber mais, visitem:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen

http://opandego.wordpress.com/2008/09/

http://www.watchmenmovie.co.uk/intl/br/

3 comentários:

alexandre disse...

Que coincidência. Estou lendo Watchmen e preparando algo para postar no meu blog quando terminar de ler toda a saga. Há uma briga na justiça entre dois Studios sobre os direitos do filme que pode atrasar seu lançamente em um ano. Sinceramente espero que isso nao aconteça. Vi o trailer e o visual está fantastico!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Mais uma vez, valeu por nos citar.